
Toma-me ao colo.
Acalenta-me calma, tranqüilamente, que o mundo me perturba
e há muito que tenho carecido do seu calor, apreço.
Pega-me nos braços teus e dá-me abrigo
porque faz frio e o mundo está assustando a todos.
Como a noite é bela e terrível ao mesmo tempo,
é como encontrar os olhos da amada no momento que precede a morte,
que traz consigo toda uma tristeza...
Uma tristeza diferente, ao mesmo tempo fria e cálida,
que abriga e faz temer.
Abriga ou faz temer?!
Abriga do temer, acho eu.
A noite é verdadeiramente como o sorriso da morte,
dama que abraça, cedo ou tarde a todos nós,
sob os olhos de quem tudo é intenso.
À noite faz muito frio ou muito calor,
se é muito feliz ou se sente muita dor,
a companhia é valiosa ou a solidão é profunda.
À noite o açoite dói mais,
o inchaço aumenta, a ferida lateja, a febre piora,
e eu sinto mais a sua falta...
Que triste!
Me diminuo, me reduzo a palavras, encolho-me fetal,
calo-me e choro o abraço que quanto mais preciso,
mais consciente fico de que este já fora retirado da terra.
Que triste, noite!
Me abraça,
Porque tua lua é cheia, mas a vida jaz minguante...
PHelipe Ribeiro Veiga
14 de Abril de 2011 - 22:27
3 comentários:
obrigada PHelipe pela visita..
te acompanho por aqui sempre..teus versos são sempre intensos..
beijos.
Phe...
Não chore, girte e escreva! Derrama a tua alma nos teus versos
e jamais deixe alguem te roubar o sorriso.
Lindo texto...
Beijos
Como dizer??? É muito lindo!
Nesse texto as palavras tiveram vida. Um triste vida, mas teve! As dores foram, gradualmente, se manifestando e dando vasão à emoção e um abrir de sensações que talvez eu não consiga expressar. Foi saboroso ler seu texto... Não carece de rimas nem uma crítica (ora, eu não sei criticar!). Simplesmente é uma leitura clara e profunda!
Postar um comentário