quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Luto - 22 de Setembro de 2010 - 22:43

Em memória de
Patrick Kitzinger Costa
05 fev 85 - 23 set 09

Luto...
Luto por opção
luto por liberdade
luto por obrigação

luto por esperança
luto por equidade
luto por ganância
luto por muita saudade

luto por mim
luto por você
luto pra te conservar assim
vivo comigo até eu morrer

aprendi que lutar pra viver o dobro
era o melhor luto que poderia te dedicar
cometo meus crimes assumindo todo dolo
erro hoje sem ter medo algum de errar

viúvo de ti com a vida me casei
faço juras de amor todos os dias pra ela
de usar preto nessa vida eu me cansei
visto todas as manhãs uma aquarela

e penso em você em cada trago de vida que dou
e vivo por mim e por ti sendo quem você me transformou

essa é uma forma bem mais grata de praticar o luto
por ti, por mim, por nós... e por nossa eterna vida juntos... LUTO!!!

E confesso... morro de saudades....
Com amor...

Seu Mogway! (L)

[PH]elipe Ribeiro Veiga
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"Beeeeeeeeeeijus!" - Patrick Kitzinger



sábado, 11 de setembro de 2010

Ipanema - 14 de Junho de 2010 - 17:43


Escrevem as ondas nas areias de Ipanema
um poema de amor que na noite passada se deu
em sua calçada de pedra
depois que o sol se escondeu.

Canta o Arpoador,
trampolim do poeta,
uma canção de dor...

E discutem os Dois Irmãos
pois um prefere Ipanema
e o outro prefero o Leblom.


Areais de Tom,Vinícius, Cazuza
Terra de poetas
de gente que enquando vive
um tanto da vida abusa.


Praia feita de grãos de poesia
Mar que reflete em gotas
de um povo inteiro uma fantasia.


Trajeto daquele balanço a caminho do mar
Como poderia eu...
poeta, rebede e louco
por ti Ipanema não me apaixonar?


E fico a semana inteira
com meus amores daí a sonhar
E me acalmo na vida por saber que é nosso
o teu sol, tua areia e teu mar...


[PH]elipe Ribeiro Veiga

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Pois só quem tem os sonhos mais básicos
pode amar e dizer a verdade
Ipanema é uma sala de estar
pro nosso barato hipnótico
A ponte aérea é o barulho do mar
e as estrelas ainda vão nos mostrar
que o amor não é inviável
no mundo inacreditável
Dois homens apaixonados.

Como Já Dizia Djavan - Cazuza

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Da preguiça - 08 de Setembro de 2010 - 19:45


Rompe as amarras da preguiça
Vem me abraçar que eu to com saudade

Sai dessa cama movediça

Acorda enquanto ainda temos pouca idade


Rompe o medo do vento lá de fora

Que eu to pensando em você
To te esperando tem mais de hora

E já não posso ficar sem te ver


Você só precisa dar um passo

Eu corro o resto da corrida pela gente

Nem preciso dizer tudo que posso e faço

Pra poder te manter no meu abraço quente

Vem logo que a noite passa ligeira

E a madrugada sempre te rouba de mim
Tira meu apreço da sua cabeceira

E vamos viver depressa que todo começo já anuncia seu fim


Desata do pescoço a preguiça
Que ela sufoca o amor

E seria uma puta injustiça

Trocar tanta ternura por dor...


A hora já vai passando

E você insiste em se demorar

E eu aqui quase te amando
Cansando de me protelar...


[PH]elipe Ribeiro Veiga

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Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Prá mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva...

Vambora- Adriana Calcanhoto


domingo, 22 de agosto de 2010

O Novo Amor - 18 de Agosto de 2010 - 17:35


Um novo amor é como ter um filho...
A gente fica maior, nosso humor sofre de variações, ficamos bestas e sensíveis. Gastamos por conta, parece que tudo gira em torno daquele amor que ainda está em gestação. Você ama o novo amor em imaginação muito antes de ele vir a nascer. Você se protege mais porque sabe que está mais frágil e suscetível a coisas que outrora eram muito simples mas que agora podem abortar o novo amor. Você muda, se sente mais homem ou mais mulher, se sente mais importante (e é porque cada vez mais se vêem pessoas que sofrem de esterelidade do coração)...Você dá nomes e apelidos ao novo amor, fica ansioso, preocupado, tenta ser ou se tornar tudo que acha que o novo amor gostaria de você... E sente medo... Muito medo... Poque o mundo é mau... E muitos são os amores que jamais alcançam sequer a primeira infância... São brutalmente assassinados. Você sonha o amor dia e noite...e as vezes dá até aquela tristeza... Porque nada é pra sempre... E ninguém a ninguém pertence...

Que dó...
Os amores são como filhos... Os geramos para além de nós mesmos... Logo existirão fora de nossa imaginação, correrão riscos, farão escolhas que escapam a mãe de todos os amores... A saber... A imaginação...
É... Um dia os amores crescem e se vão...Deixa eu me aquietar dessas angústias, fechar os olhos e descansar... Porque quanto a mim... Meu coração já dilatou e começo a sentir as primeiras contrações.

[PH]elipe Ribeiro Veiga

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Eu tenho que arranjar
Algum conforto pra viver
Paixão é bom, eu sei
Já tive mais de mil
Mais de mil vezes eu vi
Que era engano
Que era por mim que eu
Estava chorando
E tanto tempo eu tento
Que me sirva de consolo
Eu quero amar alguém
Sem delirar de novo
Se Deus existe mesmo
E o amor é seu agente
Então ele só pode
Fazer bem pra gente

Cazuza - Conforto


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Receita de Grandeza - 03 de Agosto de 2010 - 12:53





Foi numa noite de coração minguante e de maré baixa em que concebi esses pensamentos,
refletia sobre meus ídolos, todos mortos... todos engrandecidos, talvez pela morte...

Pensava enquanto via a lua (menos minguante que meu peito) no que tornaria um homem grande...

Percebi que um homem pra ser grande precisa...

ter sido enganado
ter sido traído
ter sido frustrado
ter sido pego de surpresa
ter vivido uma tragédia
ter sofrido uma injustiça
ter se decepcionado (consigo e com outros)
ter perdido um sonho
ter perdido alguém
ter sido abandonado
ter experimentado a pobreza (de alma ou de moedas)
ter descoberto um amor falso
ter chorado (mais que os olhos)
ter sofrido (com a alma)
ter dívidas
ter cometido uma injustiça (e tomar consciencia disso)
ter amado
não ter sido amado de volta
ter perdido a fé a esperança
ter sido errado
ter sido humano
ter sido pequeno

e depois disso tudo, se no dia seguinte ele ainda assim se levantar e ver beleza no mundo e em si, e em seu mundo... teremos um grande homem.

Pena que a grandeza é tão pequena...

[PH]elipe Ribeiro Veiga
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Assim como o poeta só é grande se sofrer

Vinícius de Moraes - Tom Jobim - Eu não existo sem você

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sexo - 21 de Julho de 2010 - 17:56


Mordo seu pescoço na tentativa de arrancar aos dentes de tua garganta
as palavras que não dizes,
palavras que eu pressinto o sabor em tua lingua enquanto te beijo...
E passo a língua na sua língua
tentando roubar de sua saliva alguma sombra de significado...
Queria falar sua língua...
Morder sua língua...
lamber sua língua...
São nossas línguas... é nossa linguagem...
Sei que por muito não te deixas falar...
Mas teu desejo te escapa
e nos sussurros e suspiros
dizes tudo que é preciso se ouvir...
Sexo
São meus poros beijando os seus
São seus pelos enroscando nos meus
Sexo é língua
e mais do que tudo linguagem...
É uma forma de arrancar do outro o que não pode ser dito
mas que também já não podia mais ficar calado.
É por isso que teus peitos aperto
Queria abrí-lo e lá dentro me abrigar
É por isso que te beijo de olho aberto
Pra nunca perder de vista o seu olhar...
É por isso...
Porque sexo é gozar
acompanhado
É gozar da vida, na vida, a vida... acompanhado
Sexo é discurso, monólogo, diálogo, debate e até discussão...
Conclusão?
Um gemido vale mais que mil palavras!

...
[PH]elipe R. Veiga
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Primeiro é o beijo
Quente, procurado
A língua procurando a outra
E vendo se a boca combina
Se combina o beijo
Meio caminho andado
Depois é a pele
Se a textura vale
O pêlo com pêlo
Ou o pêlo com o seu pêlo
Ou os pêlos com meu pêlo
Ou o mêdo
Qual a cor do amor? - Cazuza

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Febre - 01 de Julho de 2010 - 16;14


Que vontade de você...

Te por contra a parede

Segurar os seus braços

Construir ao seu redor uma rede

De abraços e preencher seus espaços

Inspirar sua pele feito um viciado

Morder seu pescoço feito um esfomeado

Sentir-me em ti assim

Tal qual sinto-me em mim

E ofegante te envolver

Te ser cobertor, de calor te fazer derreter

Feito uma febre te fazer delirar

Pra que em meio a tanto êxtase

Não percebas o panaca que sou

Embasbacado a te contemplar...

[PH]elipe R. Veiga

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Eu traço tantos planos
Brilhantes, antes
De te ganhar num salto
Mortal, de iniciante
Na pirraça de te ter
Por enquanto, por enquanto
Eu miro o índio que eu sou
No teu ser
E alcanço


Viagens tão óbvias
Loucuras tão sóbrias
De um iniciante
De um iniciante


Aprendiz das piscinas
Tão tingidas de escuro
Aonde, peixe safo
Eu nado até você
Até o teu mundo
Que eu também procuro
Nesse quarto sem luz
Nessa ausência de tudo


Blues do Iniciante- Cazuza

Sobre amar os covardes.

É difícil amar os covardes.  E não é que não tenham seu apelo. Suas famílias funcionais, suas declarações contundentes, suas carreiras estáv...